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Trastuzumabe no câncer gástrico HER2 positivo: incorporação ao SUS e acesso

  • Foto do escritor: Dvison Albuquerque
    Dvison Albuquerque
  • 8 de ago.
  • 2 min de leitura

O trastuzumabe é uma terapia-alvo para tumores que apresentam superexpressão do receptor HER2. Em maio de 2025, o Ministério da Saúde incorporou o medicamento ao SUS para adultos com câncer de estômago ou da junção esofagogástrica avançado ou metastático, HER2 positivo e ainda não tratados em primeira linha.


Por que o teste HER2 é essencial?


O medicamento não é indicado para todos os cânceres gástricos. É necessário comprovar que o tumor é HER2 positivo por teste validado. O resultado deve constar do prontuário e do relatório médico.


Além do biomarcador, são considerados estágio da doença, tratamentos anteriores, condições clínicas e possibilidade de associação com quimioterapia.


O que a Conitec decidiu?


O Relatório Técnico nº 998 e o Relatório para a Sociedade nº 520 examinaram as evidências clínicas e econômicas. A incorporação foi publicada pela Portaria SECTICS/MS nº 33/2025.


A indicação é delimitada: pacientes adultos, doença avançada ou metastática, HER2 positiva e primeira linha. Situações diferentes exigem avaliação própria.


Como solicitar no SUS?


O atendimento ocorre em estabelecimentos habilitados em oncologia. O paciente deve apresentar laudo anatomopatológico, resultado do HER2, relatório médico, prescrição, estadiamento, exames e histórico terapêutico.


É importante identificar o hospital responsável e o fluxo da Secretaria de Saúde. Protocolos, datas e respostas devem ser guardados. Se houver indisponibilidade, o médico deve registrar urgência, risco de progressão e ausência de alternativa equivalente.


E no plano de saúde?


A terapia deve ser analisada conforme indicação clínica, registro sanitário, Rol da ANS e diretrizes de utilização. A operadora deve apresentar justificativa formal para eventual negativa.


O relatório médico deve explicar o resultado HER2, a linha de tratamento, o esquema proposto e a evidência científica. A incorporação ao SUS não substitui a análise contratual, mas constitui elemento técnico relevante.


Medicamento de alto custo e continuidade


Terapias-alvo podem representar despesa elevada e exigir ciclos sucessivos. O pedido deve contemplar continuidade, monitoramento e manejo de efeitos adversos conforme prescrição.


Conclusão


O trastuzumabe representa tratamento direcionado para pacientes com câncer gástrico HER2 positivo. A incorporação ampliou o acesso, mas o enquadramento clínico e a documentação do biomarcador são indispensáveis.


Fontes oficiais





Conteúdo informativo. A indicação depende de avaliação oncológica individual.

 
 
 

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© 2026 por Dvison Albuquerque Sociedade Individual de Advogados

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